Wednesday, June 13, 2007

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poema: Rogério Santos
música, voz e violão: Pituco

*clique no título e ouça


Tenho os olhos cheios de verde

De imaginar densa mata

Lindos montes e campinas

E um leve frescor de cascata


Tenho os olhos cheios de verde

Roubados de um lindo vestido

Um sol numa tarde chuvosa

Num recanto interior


Os olhos são postos à sombra

Da involuntária paragem

Onde (há) muito se resguardam

Das marcas desapegadas


O verde e um corte no tempo

Pariram uma borboleta

Num balé imaginário

Fazendo da mente um pomar

namaste

3 comments:

rogerio santos said...

A sensibilidade que tens em criar canções é uma dádiva.
É um grande orgulho ter um parceiro com essa sensibilidade.

Um grande abraço
Rogerio Santos

Sergio said...

Daí, "do nada" me veio a lembrança do Pituco, dos tempos que vi o Língua. Se bem que revi o grupo no formato atual na Virada Cultural de SP. Bom, mas resolvi procurar Pituco no google. E não é que tá ali, tão longe, tão perto? E - surpresa - cantando solo. Maravilha!!!
Abraço
Sérgio Aragaki

jalves said...

Maçio como a água de uma cascata,me sento no verde desta "Paragem"até seguir viagem.

Um abraço deste lado do mar.